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Espera para conserto de carro em São Paulo pode demorar meses


Falta de peças de reposição atrasam o conserto de veículos. O número de reclamações no Sindicato das Oficinas Mecânicas subiu de cinco para 150 por mês

 

Um problema que era exclusivo de veículos importados está virando rotina para os nacionais. Quem tem que levar o carro para a oficina, além dos gastos com o conserto, vai ter que pagar o aluguel de outro veículo. Porque a espera para o carro ficar pronto tem sido longa, de meses.

Dos 50 carros que estão em uma oficina, dez estão esperando por peças que as montadoras deveriam entregar. André Luiz Gumauskas é dono de um deles. O carro está na oficina desde o dia 20 de dezembro. As peças foram pedidas no dia 10 de janeiro para a montadora e só chegaram quase um mês depois. O carro é nacional. O comum seria chegar no máximo em dois dias.

“Tive que alugar um carro, pagar R$1.500 por mês num aluguel de um carro para eu poder ir trabalhar, ir ao mercado, fazer as coisas do dia a dia. Ta me gerando um prejuízo muito grande“, conta André Gumauskas.

O veículo que está há mais tempo na oficina está esperando por uma peça de reposição, que é o cinto de segurança. Justamente o do motorista. Sem ele o carro não pode andar. A oficina mecânica pediu a peça para a concessionária no dia 1º de novembro do ano passado.

“O cliente vem para cima da gente porque pensa que o problema é com a gente. E, na verdade, eles não entendem que o problema está na montadora. Que a montadora não tem a peça para abastecer as oficinas independentes”, diz o proprietário da oficina, Caê Marques.

O sindicato das oficinas mecânicas que representa 90.000 associados em todo o Brasil costumava receber cinco reclamações por mês de oficinas que sofriam com falta de peças. Desde agosto do ano passado essas queixas subiram para 150 por mês.

“Houve um crescimento muito grande nas vendas de automóveis individuais no país. O governo estimulou muito com isenção, benefícios fiscais, crédito, e essa demanda gigantesca que foi colocada no mercado, talvez não tenha sido feito um bom trabalho de suporte de estoque dessas peças pra abastecer no caso de uma reparação”, diz o diretor de assuntos institucionais da Sindirepa - Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios, Luiz Sérgio Alvarenga

O representante das indústrias de autopeças relaciona a falta de peças para atender a demanda dos carros usados com o aumento excessivo da produção de carros novos.

“Há um incremento na produção de veículos. É provável que tenha havido uma demanda imprevista”, diz o conselheiro da Sindipeças, Antonio Carlos Bento de Souza.

As quatro maiores montadoras do país, Fiat, Ford, GM e Volkswagen, negam que haja problemas no abastecimento de peças. Elas reconhecem, no entanto, que pode haver "casos pontuais" de quebra no fornecimento.

 

Fonte: Bom Dia Brasil


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