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Ford Fusion 2.0 Ecoboost


Com linhas inspiradas no Aston Martin, o Fusion dá um salto significativo e fica mais competitivo

 

Por Péricles Malheiros | foto: Marco de Bari | 07/11/2012

Ford Fusion 2.0 Ecoboost

 

A primeira geração do Fusion começou a ser vendida no Brasil em 2006. Custava pouco pelo porte, mas mesmo seus fãs nunca colocaram o design como um de seus pontos fortes. Anos depois, a partir do modelo 2010, uma maquiagem pesada garantiu fôlego extra ao sedã. Mas agora a história é outra. Nada de face-lift, o Fusion 2013 é, de fato, um carro novo. No conceito, na forma, no espírito e até na missão.

No mês anterior tivemos um primeiro contato com o modelo no México, agora pudemos fazer o teste na pista de Limeira. A versão avaliada é a top Titanium, com motor EcoBoost 2.0 GTDi, turbo, injeção direta de gasolina e comando variável de válvulas de admissão e escape. A Ford se apoia na eficiência desse motor (relação de quanto bebe pelo desempenho que proporciona) para justificar a troca do V6 3.0. Assim como a antiga versãoV6 (testada em maio de 2009), a Titanium tem tração nas quatro rodas, o que abre espaço para uma comparação imediata de resultados. O 2.0 GTDi deu um passeio no 3.0 no 0 a 100 km/h (7,4 ante 8,9 segundos) e em retomadas de velocidade (por exemplo, 60 a 100 km/h em 4,3 frente 5 segundos).Além de mais silencioso em todas as medições de ruído interno, o motor turbo bebeu menos gasolina na cidade (7,9 ante 7,4 km/l) e empatou no consumo rodoviário (11,1 km/l).

Ford Fusion 2.0 Ecoboost

A antiga plataforma do Mazda 6 foi substituída pela CD3, desenvolvida para atender ao plano One Ford, que visa à criação de produtos globais. A mesma CD3 servirá de base para o novo Mondeo, que nada mais é que este Fusion 2013. Mas, se a base de Mazda é coisa do passado, o desenho da carroceria tem evidente inspiração nos cupês da Aston Martin. No interior, chama atenção o console central muito parecido com o dos Volvo. Mazda, Aston Martin e Volvo pertenceram à Ford até a década passada.

Ford Fusion 2.0 Ecoboost

Por enquanto, só o Titanium está confirmado. "Haverá a pré-venda de novembro a fevereiro, quando começa a entrega. Mas já em dezembro entregaremos 400 carros de um lote especial", afirma Oswaldo Ramos, gerente de marketing da Ford. O aumento da família já está certo. "Em março chegam duas versões mais simples, ambas só com tração dianteira. Uma com o mesmo 2.0 GTDi e outra com um 2.5 flex aspirado parecido com o da Ranger", diz. O híbrido vem logo em seguida, em abril. Apenas o preço do Titanium foi divulgado: 112990 reais. Superior ao antigo V6 na pista, os Fusion 2.0 GTDi e híbrido devem continuar representando uma fatia muito pequena nas vendas do Fusion.

Ford Fusion 2.0 Ecoboost

Quando a versão de entrada chegar, boa parte da tecnologia embarcada do Titanium ficará de fora. E a lista de itens a cortar é vasta. São de série: som de alta potência, teto solar, bancos de couro (o do motorista é elétrico e com memória), controles de tração e estabilidade, ABS e airbags frontais, laterais, de cabeça e de joelho. Acha pouco? Felizmente, a Ford também. Há um pacote tecnológico digno de carros de categorias superiores, com sistema de manutenção de faixa de rolamento (a direção vibra se o carro sair da faixa), alerta no caso de detecção de sonolência do motorista, piloto automático adaptativo (freia e retoma a velocidade de acordo com o veículo à frente), aviso de veículos em pontos cegos, alerta de fluxo cruzado (muito útil ao sair de ré de uma vaga de estacionamento de shopping, por exemplo) e sistema automático de baliza em vagas paralelas.

Ford Fusion 2.0 Ecoboost

Mas seu refinamento não está "só" nos itens de série nem no bom acabamento da cabine ao estilo Volvo. Construtivamente, o sedã tem novidades, como a suspensão. "Para garantir suavidade, o conjunto dianteiro é montado num subchassi, que é fixado ao carro não por meio de parafusos, mas por coxins", diz Klauss Mello, gerente de engenharia da Ford. O uso na cidade revelou um Fusion mais direto na comunicação com o motorista. A suspensão tem ação progressiva: macia em ondulações e mais rígida no contorno de curvas longas. A direção com assistência elétrica repete a dose: suave nas manobras e firme e rápida em velocidades mais altas.

Ford Fusion 2.0 Ecoboost

Comparado a rivais coreanos e alemães, o Fusion tem acabamento, desempenho e estilo competitivos.

 

Fonte: Quatro Rodas


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